domingo, 1 de fevereiro de 2009

Poesia XII (Latinidade)

E há uma confusão de sabores
das mais diversas cores
que nenhuma boca ousa saborear

E cada riso ao vento
torna cada boca um instrumento
numa festa do lamento
que não sabe lametar

E sente-se os movimentos
dos incontroláveis sentimentos
animados pela cheiro da alegria no ar

E há a arte de fazer da vida um momento,
pendurado por um fino filamento,
sustentado por um faminto rebento
que teima em rir e não chorar.

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